Em todo país, as perdas alcançam R$ 55 bi
O primeiro dia do ano foi feriado nacional. Além dele, os brasileiros terão mais 8 dias para não fazer nada. Por ironia, o 1º de maio, dia do trabalhador vai cair num domingo. O natal, 25 de dezembro, também não será comemorado em dia de semana. Mas não pára por aí. Cada cidade e estado também têm seus feriados.
No Acre, o primeiro feriado estadual acontece em 23 de janeiro, dia do evangélico, e este ano será comemorado num sábado. Outra data sem expediente é dia do aniversário do Estado, 15 de junho, que vai cair numa quarta-feira.
Para a felicidade de muitos, em 5 de setembro, o dia da Amazônia, também feriado estadual, será comemorado numa segunda-feira. Oportunidade para esticar o descanso.
For esses, existem os feriados da Assinatura do tratado de Petrópolis, que em 2016 será celebrado na quinta-feira do dia 17 de novembro e o início da Revolução Acriana, de 6 de agosto, que será lembrado num sábado.
Para a indústria e o comércio, que precisam produzir e vender para obter lucro, essas datas representam prejuízo.
A Federação do comércio não tem estimativa de quanto os feriados estaduais e nacionais impactam a economia do setor, o certo é que o volume é significativo.
“São dias que o setor produtivo deixa de faturar. Esse faturamento vai representar para as empresas redução nas receitas totais e elevação dos custos. Muitas empresas que precisam trabalhar no feriado tem que pagar dobrado aos seus servidores. A avaliação que fazemos é dramática e de perdas drásticas”, opinou o presidente da Fecomercio, Leandro Domingos.
A indústria brasileira já calculou o prejuízo com os feriados nacionais que vão cair em dias úteis. As perdas podem chegar a ordem de R$ 55 bilhões, o equivalente a 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Diante da instabilidade e crise econômica, os setores que geram a riqueza do país lamentam. Enquanto as homenagens tomam o calendário, o país para.


