2016 pode aumentar venda para granjas peruanas
Produtores do Acre iniciaram comercialização com granjas peruanas. O movimento começou fundamentado em dois fatores: preço e condições de pagamento. As cooperativas do outro lado da fronteira pagam melhor e adiantado.
Mas, por que os peruanos começaram a se interessar pelo milho acriano? Resposta direta: preço. O milho norte-americano saído dos Estados Unidos e posto no porto peruano de Callao custa US$ 240 a tonelada.
Traduzindo em reais: aproximadamente R$ 900 por tonelada. Isso resulta em um saco de 50Kg com algo em torno de R$ 45. O milho produzido aqui no Acre ou comercializado do Mato Grosso tem custo aproximado de R$ 30, muito mais atrativo para a importação peruana, comparado ao norte-americano. Outro detalhe que beneficia o comércio agrícola regional: o governo do Peru, autorizado pela Organização Mundial do Comércio praticamente derrubou a barreira tarifária.
“Eu estou preparando minha empresa para exportar”, adiantou o maior produtor de milho atualmente, o pecuarista e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, Assuero Veronez.
“Eu vou colher mais de três mil toneladas. Se compensar, exporto tudo”, entusiasmou-se Veronez. “Mas, posso negociar qualquer quantidade. Compro daqui e do MT para exportar, se for viável”.
Atualmente, a área plantada da fazenda de Veronez é de 620 hectares. No Acre, é uma área de destaque já que os produtores medianos (para os padrões locais) alcançam área em torno de 400 hectares plantados.
“Vendi um pouco este ano. Mas não estava preparado”, reconhece Assuero. As conversas com os peruanos foram realizadas durante o período da Expoacre. Agora, o foco é se estruturar (inclusive do ponto de vista administrativo) para exportar, aproveitando o período da entressafra.
A venda foi feita para pequenas granjas do Peru. Em 2016, a expectativa é que aumente o fluxo do comércio e o milho triturado do Brasil se consolide na composição das rações para frango e porco do Peru.
O Peru importa 80% do milho consumido no país com uma demanda média de 3 milhões de toneladas anuais.


