Testemunha fala o que viu no momento do linchamento
“Quando eu cheguei aqui, vi mais de cinquenta pessoas saindo da delegacia. Tinha um policial com um homem com uma faca, mas quando o policial estava prendendo esse homem da faca os lá de dentro já tinham feito o serviço. Um entrava e outro saia”, diz a testemunha Narciso Silva de Souza que presenciou os instantes em que o grupo assassinava Lucimar Bezerra.
Antes de invadir a delegacia, o grupo estava reunido em uma casa próxima à delegacia. Havia cerca de trinta pessoas que estavam “tomando café e conversando”. Havia muito pão sobre uma mesa e garrafas de café.
Entre 7 horas e 7h30min, o grupo executou o que planejava e invadiu e delegacia. Pelas fotos do corpo de Lucimar Bezerra, ele ainda foi agredido antes (ou durante a sessão de esfaqueamento). Os olhos roxos das pancadas denunciam a agressão.
As costas estão completamente perfuradas. Morreu de bruços só de cueca.
A pacata Bujari teve a rotina modificada na manhã dessa quarta-feira. Nas imediações da delegacia, a movimentação é intensa de curiosos e de equipes de reportagens. Nas calçadas e nas rodas de conversa, o sentimento é de “Justiça”.
Não há uma declaração que defenda o processo judicial: obediência ao processo com defesa, julgamento, condenação (ou absolvição).
Autoridades em Segurança Pública começaram a chegar à sede da delegacia do Bujari. Às 10 horas, na sede da Secretaria de Estado de Polícia Civil, haverá o pronunciamento que vai tratar das responsabilidades que permitiram o assassinato de Lucimar Bezerra nas dependências da delegacia, sob a tutela do Estado.


