Boataria atrapalha serviços da polícia
As redes sociais estão recheadas de más notícias. Desde o assalto frustrado da última segunda-feira, onde dois bandidos foram mortos por um policial a paisana, a população vem acompanhando uma série de ataques, considerados pela polícia, represália a morte dos assaltantes.
Nas páginas do Facebook ou pelo WhatsApp, sempre tem alguém ou um grupo buscando atualizar seus contatos, com as informações mais recentes do momento. Mas, a Polícia Civil alerta: quem divulga notícias mentirosas e no contexto em que o Acre vive, pode acabar respondendo criminalmente por isso.
Alguns boatos como arrastões em bairros, troca de tiros, Terminal Urbano fechado e incêndios em escolas, “viralizaram” e causaram pânico entre a população.
Segundo o delegado Robert Alencar, a origem das falsas informações disseminadas nas redes sociais serão rastreadas e os autores podem responder inclusive como membros de organização criminosa. “Estamos relacionando e arquivando as postagens.
Pessoas que fomentam os boatos podem responder por incitação ao crime”, disse.
O serviço de inteligência da Polícia Civil está investigando vários grupos de WhatsApp. Três já foram identificados. Além disso, perfis do Facebook também estão sendo rastreados.
O Ciosp também vem recebendo trotes alusivos aos ataques em série. A média é pequena, 10 por dia, mas diante de uma corporação que está focada em possíveis atos criminosos orquestrados, os trotes prejudicam o trabalho das equipes.


