Aumento pode encarecer produtos básicos
O brasileiro acordou com mais um aumento que promete mexer com a economia. Dessa vez a Petrobras anunciou um reajuste no preço do combustível. O novo valor equivale a 6% na gasolina e 4% no diesel e já entrou em vigor nas refinarias nesta quarta-feira (30). No Acre, os consumidores ficaram preocupados com mais esse prejuízo no bolso.
Delano Lima, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Acre (Sindepac), informou, durante coletiva de imprensa, que esse ajuste já foi repassado também para as distribuidoras.
Assim, os postos de combustíveis que compraram com o aumento já devem repassar o valor para o consumidor automaticamente. “Nós sabemos que a economia do país não vai bem, o Governo Federal tem feito aí, constantemente, ajustes fiscais, o que afeta diretamente o consumidor”.
Delano explicou ainda que a gasolina pode ter um preço reajustado entre 17 e 20 centavos. Já o diesel, entre 13 e 15 centavos.
Esse é o 2º aumento no preço do combustível só este ano. Com mais este reajuste, vai acontecer o que os especialistas chamam de efeito cascata. Todos os produtos que dependem direta ou indiretamente do combustível tendem a ficar com o valor mais elevado, é o que esclarece o economista Alessandro Callil.
O economista avalia que esse reajuste no preço ocorreu devido à soma de alguns fatores. Entre eles, a instabilidade política, a operação lava jato, já que a investigação de corrupção dentro da empresa fez com que o índice de investimentos caísse e assim levou consigo a captação de recursos no mercado exterior e, principalmente, a desvalorização do real e a valorização do dólar, que ocasionou um estouro das dívidas da Petrobras, uma vez que a empresa possui débitos em moeda americana, cerca de US$ 500 bilhões.
Ele disse ainda que a expectativa para o próximo ano não é nada boa. “Eu acredito que provavelmente no início do ano que vem nós tenhamos novamente outro aumento, porque o dólar vai continuar flutuando entre cinco e seis reais, mas ele vai estabilizar pelo menos por três anos, eu acredito, em cinco reais”.


