A pesquisa também investigou se os entrevistados consideram ter uma vida realizada e feliz a partir de seu padrão de vida. Para atingir esse objetivo, 62% afirmam ser essencial ter tempo para passar com a família e os amigos, enquanto 41% mencionam ter dinheiro para comprar uma casa confortável, ao lado do tempo para se cuidar, praticar esportes, ir ao salão de beleza, etc. (37%).
Porém, esses aspectos materiais e sociais identificados como essenciais para manter um padrão de vida confortável e feliz têm um preço: 34% estão sempre ansiosos com as contas a pagar, 23% estão sempre irritados com as dívidas e 20% disseram estar com estresse constante e pressão no trabalho.
Outros 19% afirmam que não têm mais tempo de cuidar de si mesmo. Todos esses fatores fazem com 69% dos entrevistados se sintam frustrados ou revoltados com a situação em que vivem.
Cerca de 66% dos entrevistados se dizem felizes, com nota média de 7,0 para sua felicidade, numa escala de 1 a 10. Por outro lado, quando são questionados especificamente sobre sua realidade financeira, a nota média de felicidade cai para 5,2, e o percentual dos que se dizem felizes diminui para 30%.
“Percebe-se que o aspecto de felicidade passa por aspectos materiais e sociais”, analisa Vignoli. “Isso faz sentido, uma vez que obter um bem de consumo pode trazer felicidade momentânea para alguns. Porém, não podemos esquecer que viver fora dos padrões adequados à renda e comprar sem planejamento pode trazer consequências negativas e indesejadas, como um endividamento sem controle e uma baixa reserva financeira, tão necessária para imprevistos e a aposentadoria”.

