Muitas ordens para crimes partem da Transacreana
A Operação Transacreana começou duas horas da manhã. Duzentos homens do Exército, policias Civil e Militar e Força Nacional vasculharam a estrada principal da Transacreana e os ramais.
Todos os carros foram abordados. Investigações da polícia apontam que a Tranascreana ficou referência para esconderijos de quadrilhas. Das propriedades rurais estão saindo as ordens para assaltos e para o tráfico de drogas.
Durante as abordagens, os grupos de segurança apreenderam armas, drogas e dinheiro supostamente do tráfico de entorpecente. Nove pessoas foram presas.
“Na Transacreana, nós temos informações de pessoas que vão se esconder da Justiça. Nós temos um olhar para esta região a partir do setor de Inteligência”, justifica o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias.
O Exército ajudou em todas as barreiras montadas na Tranascreana. Os militares ficaram em três pontos fixos enquanto a Força Nacional e Polícia Militar procuravam suspeitos nos ramais.
“Nós estamos atuando de forma conjunta com Força Nacional e Secretaria de Estado de Segurança Pública. Isso potencializa nossas ações e aumenta a sensação de segurança para a comunidade”, afirmou o comandante do 4º Batalhão de Infantaria e Selva no Acre, Tenente Coronel Medeiros Júnior.
A maior ajuda na operação de hoje veio com o helicóptero do estado. Todas as abordagens receberam apoio da aeronave. Nas imediações da Transacreana já dentro de Rio Branco, nos bairros da Baixada da Sobral e Calafate, o helicóptero sobrevoou as áreas onde existem maiores índices de violência.
No bairro Wilson Pinheiro, o helicóptero ajuda os PM’s do comando de operações especiais a chegar em dois homens suspeitos de assaltar caminhoneiros. Outras viaturas são auxiliadas pelos pilotos e pelos militares que, do lado de fora da aeronave, estão de olho em tudo. Fortemente armados, eles conseguem impor a força da polícia em caso de perseguição.
O Harpia 1, antes de pousar, ainda foi para uma missão, procurar dois homens que, em uma moto, tinha acabado de assaltar um comércio no Calafate.
A região oferece algumas dificuldades como a vegetação que divide boa parte do bairro. Só o helicóptero consegue visualizar se existe esconderijos no meio da mata. Para as viaturas na terra, se torna um risco entrar nessas áreas.
O capitão Anselmo da força nacional está fazendo um treinamento com os militares do Acre para que o Harpia um seja usado frequentemente nas abordagens policiais. “Estatisticamente, já foi calculado que um helicóptero cobre o trabalho de 30 viaturas em solo”, comparou o comandante do helicóptero Harpia 1.


