Direção alega não ter altos custos
Apesar do aviso na fachada, a Pronto clínica não oferece mais atendimentos de urgência e emergência. A decisão passou a vigorar nesta terça-feira (2), segundo o diretor da unidade hospitalar.
Para Luiz Carlos Beyruth, a falta de estrutura para implantação de sobreaviso de quatro especialidades de cardiologia, cirurgia geral, ortopedia e anestesiologia obrigou a direção a encerrar o serviço.
“Isso tem um custo e o hospital tem que partilhar esse custo com as operadoras de convênios. Por isso comunicamos ao Ministério Público que vamos abdicar do atendimento de urgência e emergência para não criar um problema. Temos 65 funcionários que recebem em dia. Não posso colocar em risco a folha de pagamento”, justificou.
Em março deste ano, denúncias levaram o Conselho Regional de medicina no Acre a decidir pela interdição ética da Pronto Clínica para serviços de urgência e emergência. A medida consistiu em suspender a atividade de médicos na unidade.
De acordo com o CRM, os clientes reclamavam que mesmo tendo convênio médico com o hospital particular, os serviços de urgência e emergência eram encaminhados as unidades públicas da capital. O Conselho também constatou que exames de imagem também não eram oferecidos.
Paralelo à decisão do CRM, o Ministério Público e a vigilância sanitária exigiram o sobreaviso de quadro de especialidades. A unidade assinou um Termo de ajustamento de conduta, mas durante o prazo de 30 dias não conseguiu cumpri-lo.
Mesmo sem o carro chefe da Pronto Clínica, a direção do hospital pretende superar o momento, mantendo os demais atendimentos.
“Temos os serviços ambulatoriais, as internações hospitalares e o centro cirúrgico que estão funcionando normalmente”, completou Beyruth.
A expectativa do hospital é que as operadoras dos planos de saúde revertam a situação garantindo os custos dos atendimentos.


