Prestação de serviço teve que ser improvisada
O cabeleireiro precisa atender o freguês do lado de fora para aproveitar a luz do dia. Já a manicure usa lâmpada de emergência [equipamento movido a bateria] e o celular para iluminar as unhas da cliente.
Isso tudo está acontecendo em algumas lojas que ficam no entorno do Terminal Urbano de Rio Branco. “A empresa que é responsável pela manutenção vem não resolve vai embora e o que vamos fazer”, disse o cabeleireiro Aroldo André.
Segundo os comerciantes, desde sábado, a energia oscila e quando retorna, fica em uma fase. “Aqui as lâmpadas acendem e os demais aparelhos não funcionam”, explica Maria Antônia Lima.
Segundo a cabeleireira, o problema já foi comunicado à Eletrobras/Acre. “Sábado ficamos sem energia de 11 da manhã às 5 da tarde. A equipe de plantão veio e disse que não tinha condições de resolver o problema”, relatou.
Na loja de variedades, nenhum cliente. Os vendedores ficam do lado de fora pra suportar o calor. Em outro estabelecimento, o ar condicionado não aguentou às constantes quedas de energia e queimou.
“É época de pagamento e precisamos pagar nossas dívidas. A Eletroacre não perdoa se não pagamos o talão e se nós não trabalhamos, como vamos pagar”, questiona a comerciante Eliomar Rodrigues.
Segundo os comerciantes, de 10 a 15 lojas passam pelo mesmo problema. O Procon já foi informado, mas orientou os consumidores a procurarem o Ministério Público também.
Segundo a Eletrobrás Distribuição Acre o problema foi comunicado para uma equipe que foi até o local. De acordo com as informações desses técnicos, alguns consumidores estão fazendo ligações clandestinas na rede que alimenta os comerciantes do Terminal.
O Departamento de Serviços de Energia informou que os consumidores irregulares precisam fazer um pedido de ligação para a Eletroacre, e só assim, o problema das oscilações será resolvido.


