35 juízes e 80 conciliadores buscam mediar conflitos
O Tribunal de Justiça começou hoje um dos maiores mutirões de conciliação já organizados no Acre. Desta vez não estão participando apenas as Varas Cíveis: juntaram-se à pauta de conciliações as Varas da Fazenda Pública, Família e Juizado Especial Criminal.
O TJ vai realizar durante essa semana, período do mutirão, três mil audiências em todo o estado. Foram chamadas para a conciliação as empresas que mais somam reclamações dos consumidores. São bancos, empresas de telefonia e serviços.
Ao todo serão 35 juízes e 80 conciliadores buscando uma alternativa entre cliente e empresas para reduzir tantos processos que atrapalham a vida das pessoas. A meta é chegar a 50% de acordos.
As salas e corredores do fórum de Rio Branco ficaram lotados. Em muitos processos, bastaram poucos minutos de conversa para que as partes chegassem a um acordo. Na Vara da Fazenda Pública, um exemplo de que a conciliação é bom para todos.
Uma dívida que se arrastava desde 2009, enfim foi resolvida entre uma empresa representada pelo Advogado Rodrigo Lima e o comerciante Eros Asfury, que comemorou o acordo.
“As vezes a situação econômica não nos permite honrar os compromissos no tempo estipulado em contrato. Mas com uma boa conversa e um bom acordo resolvemos nossos problemas”, declarou.
Segundo a presidente do TJ, desembargadora Cezarinete Angelim, mesmo com a grande quantidade de processos a serem julgados ou “conversados”, o Tribunal de Justiça abriu espaço para quem quiser levar sua demanda para a conciliação.
“Mas é bom a pessoa correr, pois o mutirão será apenas essa semana. É a oportunidade para se livrar de um problema jurídico que afeta nosso dia a dia, e, para a Justiça, é uma forma de mostrar às empresas que elas podem ajudar o consumidor. “Quando faz acordo mostra para o cliente que tem responsabilidade”, disse a magistrada.


