No Acre, o problema é crônico
A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu em 2010, no dia 28 de julho o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Em alusão à data, durante esta semana, os municípios acrianos realizam campanha de mobilização para incentivar a população a fazer o teste rápido.
Em Rio Branco, a Associação de Portadores de Hepatites do Acre (Aphac) promove durante esta terça-feira (28) uma série de atividades que visam o combate às hepatites. Aproximadamente sete mil pessoas com hepatites C, B e D são acompanhadas pelo Serviço de Assistência Especializada (SAE) do Hospital das Clínicas (HC) da Capital.
Em um posto de saúde no bairro Belo Jardim, profissionais da saúde pública do Estado e da Aphac dão explicações sobre a doença e a prevenção, além da realização de testes rápidos no local.
“Nosso objetivo é alcançar em torno de 300 pessoas pra fazer testes rápidos de hepatites e também inserimos HIV e sífilis. Também oferecemos a vacinação contra a hepatite A, tétano e febre amarela,” disse Elza Mendonça presidente da Aphac.
De acordo com Elza, o preconceito ainda é muito grande a respeito dessas doenças e ela faz um alerta para que as pessoas façam o exame. “O preconceito é muito grande, mas o conselho que nós damos é que população não tenha medo. É um teste que não dói e em 15 minutos tem o resultado. Quanto antes houver o diagnóstico, mais chances de cura a pessoa terá”.
Patrícia Mandroti, uma das enfermeiras que atende na Aphac, explica como é feito o teste. “É apenas um furinho. Colocamos numa plaquinha e juntamos a um reagente. Ele nos dará o resultado. Diariamente atendemos na Aphac. Quem quiser pode nos procurar. O teste é rápido e o resultado sai em minutos”.
A Hepatite é uma doença viral. Existem quatro tipos. São eles: Hepatite A, B, C e D. Elza conta que cada uma tem particularidades e, por ser uma “doença silenciosa”, as pessoas têm que tomar certos cuidados.
“O mais importante é que a pessoa faça o teste rápido de seis em seis meses, por ser uma ‘doença silenciosa’ ela só apresenta sintomas quando está em estágio avançado e muitas vezes o paciente procura atendimento quando a única saída é a cirurgia”.


