12 comitivas e milhares de reais a menos em circulação
A edição 2016 da Cavalgada pode não acontecer. Ou, caso aconteça, será bem mais modesta e sem o forte apelo “rural” presente até este último domingo. As restrições (exigidas pelos órgãos de fiscalização) relacionadas ao uso de animais são apontadas pelos participantes do evento como uma das causas do provável fim da festa.
Observe a extensa cadeia de serviços (e consumo) envolvida na Cavalgada:
12 comitivas (sendo oito comerciais: que vendem camisetas para que o integrante possa participar)/ 43 carretas/ cada camiseta é vendida, em média, a R$ 150/ em cada comitiva há uma média de 600 a mil pessoas, segundo cálculos da Secretaria de Estado de Turismo, organizadora do evento.
Além disso, cada comitiva consome milhares de litros de água, cerveja, refrigerantes, whisky, energéticos e carnes. Cada item desses exige a compra em distribuidoras, casas especializadas e açougues.
Cada comitiva “enfeita” as carretas: são contratados profissionais especializados em linguagem visual para que o caminhão atenda ao apelo “country” que a festa tem.
“Não há um número definitivo a respeito do quanto se deixa de circular, mas são milhares de reais envolvidos no evento e que, neste ano, teve uma característica própria: muitas barracas foram montadas ao longo da via, formando uma outra rede de consumo”, afirmou a secretária de Estado de Turismo, Raquel Moreira.


