Para defesa, crime não foi motivado por vingança
Acompanhado de advogado e com todo cuidado para resguardar a imagem, Marcelo Oliveira da Costa, 29, se entregou à polícia nesta terça-feira (21). Contra ele, já havia um mandado de prisão, expedido dois dias antes. Marcelo é acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Ismael Costa Melo, 37, no dia 13 de julho.
O crime aconteceu por volta das 9 da manhã em frente a um bar na estrada das Placas. A vítima estava conversando com parentes que são proprietários de uma lanchonete que fica ao lado do bar.
Quando Marcelo se aproximou, segundo as investigações, teria provocado Ismael, que se preparava para sair de moto. Nesse momento, Marcelo sacou de um revólver e atirou quatro vezes contra a vítima, sendo dois tiros no peito e dois nas costas.
Segundo a delegada da 5ª Regional, Wania Lilia Maia, responsável pelo caso, o crime foi premeditado e motivado por vingança. “Em 2013, temos no sistema da polícia um registro feito pela vítima, o próprio Ismael, de ameaça feita pelo Marcelo em razão de um problema que aconteceu entre o irmão de Marcelo e Ismael. Marcelo talvez decidiu tomar as dores do irmão”, disse.
Na delegacia, o acusado permaneceu em silêncio, mas o advogado explicou que Marcelo matou por que teria se sentido ameaçado por Ismael. Segundo as investigações, a rixa entre as famílias teria iniciado anos atrás, no mesmo bar próximo aonde a vítima morreu. O irmão de Marcelo teria sido agredido na cabeça por Ismael, com um taco de sinuca. Mesmo assim, o advogado quer afastar a possibilidade de vingança.
“Segundo o Marcelo, ele [Ismael] disse que ia fazer com ele o mesmo que fez com o irmão dele e se fosse necessário, com a mãe dele. Por último, disse que tinha um presentinho pra ele. Segundo o Marcelo, quando ele [vítima] se coçou, Marcelo disparou os tiros contra ele”, relatou o advogado Emilson Brasil.
De acordo com o advogado, Marcelo não se entregou porque a família aguardava a contratação da defesa.
Segundo familiares da vítima disseram à polícia, Ismael teria optado por estudar medicina na Bolívia para ficar distante dos atritos. Mesmo assim, ele foi assassinado três dias após ter chegado à Rio Branco, onde passaria o período de férias da faculdade.


