IBGE: 2015 teve o pior desempenho desde 2003
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Dia das Mães não foi suficiente para estancar a desaceleração vivida pela atividade de comércio.
Os números apontam que, em maio, houve queda de 4,5% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, o pior desempenho neste confronto desde agosto de 2003. Setores antes preferidos pelos brasileiros para presentear as mães viveram, em 2015, o pior momento em anos.
Os setores de tecidos, vestuário e calçados encolheram 7,7% no período, o pior desempenho desde maio de 2009. Já nos móveis e eletrodomésticos, a queda de 18,5% nas vendas se comparado a 2014 foi a maior já registrada em toda a série, iniciada em 2000.
Na comparação de maio contra abril, a queda no varejo restrito (sem veículos e materiais de construção) foi de 0,9%, a maior para o mês desde 2001. “O Dia das Mães não mostrou a ajuda, o impulso para o comércio como em anos anteriores”, afirmou Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.
No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, 26 das 27 UFs registraram retração nas vendas em maio ante maio de 2014, apontou o IBGE. Os recuos mais intensos foram verificados em Espírito Santo (-21,7%), Rondônia (-17,7%), Acre (-17,6%) e Paraíba (-17,5%).
A queda nas vendas do varejo restrito em maio 2015 ante maio de 2014 espalhou-se por 25 das 27 Unidades da Federação (UF), que inclui 26 estados mais o Distrito Federal.


