Eles estão há 7 meses à margem da estrada
Os posseiros que vivem há sete meses acampados às margens da estrada de Porto Acre fecharam por 5 horas a rodovia que dá acesso a Rio Branco. O manifesto, que começou as 6hs, causou duas enormes filas na estrada e muitos transtornos.
As 50 famílias que vivem em barracos usaram pneus, troncos e galhos de árvore para fechar a estrada. O grupo estava reivindicando água tratada. Isso mesmo, as famílias estão pedindo à Prefeitura de Rio Branco ou Governo do Estado que leve uma caixa d’água e abasteça os barracos.
Atualmente, eles consomem a água contaminada do resto de um açude que fica no fundo dos barracos. Na semana passada, flagramos animais junto com crianças pegando a mesma água para beber.
Havia a promessa de a prefeitura levar a água para as famílias. Como não foi cumprida, a estrada foi fechada. “Tivemos que radicalizar para chamar a atenção, precisamos de água para evitar que nossas crianças fiquem mais doentes. Queremos dignidade”, exigiu o líder do movimento, Rosimilson Ferreira.
Muitos motoristas perderam a paciência e retornaram. Quem não tinha alternativa, o jeito foi esperar. Passaram pela barreira apenas os veículos que estavam com pessoas enfermas, médicos e enfermeiros que ia trabalhar.
No meio do clima tenso houve até um flagrante da imprudência. A empresa que faz o itinerário entre Porto Acre e a Capital mandou apenas um veículo para buscar os passageiros de dois ônibus que vinham de Porto Acre e da Vila do V.
Mulheres e crianças passaram a pé pela área fechada, mas não conseguiram embarcar, não havia mais espaço. A dona de casa custou conseguir um atendimento na defensoria pública, como não conseguiu embarcar, perdeu o dia. “É um absurdo a empresa fazer isso com a gente, porque não mandou dois ônibus, assim ia todo mundo”, reclamou.
A Polícia Militar enviou cinco viaturas até o local. Os policiais garantiram que motoristas e posseiros não entrassem em confronto.


