Redução de 64% contrasta com sensação de insegurança
Apesar das mortes barbaras de dois aposentados nesse final de semana, vítimas de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, esse tipo de crime teve uma redução de 64% quando se analisa o primeiro semestre de 2014 com os seis primeiros meses desse ano. De janeiro a junho do ano passado foram 11 latrocínios, esse ano foram quatro.
O segundo semestre de 2015 é que não começou bem. Logo de início dois assassinatos.
Outro dado apontado pela polícia como positivo é que na maioria dos casos, o crime foi sendo desvendado e os culpados presos em menos de 24 horas. Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias, “toda a polícia está pronta para agir em todos os casos, mas o latrocínio ele abala demais a sociedade, por isso priorizamos dar uma resposta rápida”, pontua Farias.
“Nosso propósito está dando certo, sempre chegamos aos autores desses crimes. Nos dois casos desse final de semana, as equipes não descansaram até que chegaram aos culpados”, defendeu o secretário.
A morte do aposentado João Asfury, em Porto Acre, é dessas histórias que vão permanecer no imaginário por muitos anos. Ninguém vai esquecer tanta violência. O idoso de 74 anos teve a cabeça separada do corpo com golpes de terçado.
A brutalidade partiu de um jovem de 22 anos, conhecido da vítima. Querendo dinheiro para comprar drogas, Francisco Ralysson Santana, tirou a vida de João Asfury, porque não tinha trocados.
No mesmo dia, em Rio Branco, cinco jovens se reúnem e matam outro homem para roubar. José Ivan Portela, 67, foi asfixiado.
As mortes de João Asfury e Ivan Portela somam 7 latrocínios esse ano, sendo 3 em Rio Branco, 2 em Porto Acre, 1 Santa Rosa e 1 em Mâncio Lima. Se esses números assustam, eles já foram bem maiores.
Esse ano o caso mais demorado para polícia apresentar os acusados foi do caminhoneiro Emerson Moura de Jesus, crime cometido no mês passado. A polícia precisou de cinco dias para concluir a investigação que colocou os cinco acusados na cadeia.
Dos sete latrocínios cometidos esse ano, cinco menores foram apreendidos por participação direta nas mortes. Tiveram ainda nove adultos presos, a maioria com passagens pela policia. Geralmente quem migra para o assalto são os bandidos mais violentos, e, esses, a polícia do Acre não vem deixando impune.


