João Asfury pode ter lutado antes de ser decapitado
A Polícia Civil em Porto Acre trabalha com duas hipóteses principais sobre a morte do ex-prefeito de Porto Acre, João Batista Gomes Asfury, 74: ou latrocínio ou vingança. Vestígios deixados nas imediações da casa de Asfury, como parte dos dentes e restos de peles nas unhas podem indicar que o ex-prefeito lutou para se desvencilhar do assassino. Ou assassinos.
A casa simples onde Asfury morava na rua Livramento, no centro de Porto Acre, estava completamente remexida. Junto ao corpo decapitado, foi encontrado apenas a carteira com documentos.
Um dos últimos contatos que o ex-prefeito teve na noite anterior foi uma amiga por nome de “Fátima” que morava cerca de 300 metros da casa. “Ele jogou baralho até meia noite e dois”, precisou a amiga, que mora na rua Antônio Rosa.
À meia noite e 11 havia duas ligações do celular de Asfury para a amiga “Fátima”. Mas, ela não atendeu e nem retornou. O corpo de João Asfury foi encontrado decapitado em frente à casa por volta da 12h45min. No IML, não há registro de perfurações no corpo do ex-prefeito.
Quem está conduzindo as investigações pela Polícia Civil é o delegado Carlos Bayma. Ele acredita que até a noite deste domingo já reúna mais elementos para tentar elucidar o assassinato.
O corpo de João Asfury está sendo velado na capela São João Batista na avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, onde deve ser enterrado na segunda-feira, após a chegada do filho mais velho de Marabá, no interior do Pará, de onde Asfury havia chegado há quatro dias.
Vingança?_ A hipótese de vingança trabalhada pela polícia tem como referência um fato ocorrido em março deste ano quando um jovem entrou na casa de Asfury para roubar. Ele denunciou à polícia e não retirou queixa, mesmo após insistência da mãe do jovem, condenado a oito anos em regime fechado por outros sete delitos.
Político_ João Asfury foi prefeito biônico de Porto Acre e foi o primeiro prefeito eleito da cidade, no período democrático. Dedicou 50 anos de vida política ao município.
O Governo do Acre divulgou neste domingo Nota de Pesar pela morte do ex-prefeito. E o Partido Progressista, que iria ter um ato de filiação no município, cancelou a solenidade em solidariedade à família de João Asfury. Em Porto Acre, o prefeito Carlos Portela decretou luto oficial.
Nota de Pesar
O governador Tião Viana e toda sua equipe externam os mais profundos sentimentos de pesar pela morte trágica do ex-prefeito de Porto Acre, João Batista Gomes Asfury, ocorrida na madruga deste domingo, 5.
Manifestamos neste momento de dor nossa solidariedade à família, amigos e a toda a população de Porto Acre. Fica registrado o nosso pleito de reconhecimento a sua vida política e dedicação à militância democrática.
Tião Viana
Governador do Estado do Acre
NOTA DE PESAR (PP)
O Partido Progressista (PP) no Acre solidariza-se com a família do ex-prefeito de Porto Acre, João Asfury, falecido na madrugada deste domingo, no município de Porto Acre.
João Asfury foi um homem que através do trabalho, da coragem e da alegria que transmitia a todos, tornou-se um dos principais ícones de respeito e competência entre os vários gestores daquele município.
Que Deus, em sua infinita misericórdia, abençoe a todos que tiveram o privilégio de desfrutar de sua convivência, e dê forças a sua família para superar esse momento de tão grande sofrimento.
JOSÉ BESTENE
Presidente do Partido Progressista (PP-AC)


