Maria Luceleide de Oliveira, de 57 anos, foi assassinada a facadas na noite desta sexta-feira (24), no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, o suspeito é o próprio companheiro da vítima, Luiz Henrique da Silva, de 44 anos. Com esse caso, o Acre contabiliza 11 feminicídios em 2025, sendo que o 10º aconteceu há menos de uma semana de diferença, na noite do domingo (19).
De acordo com informações da Polícia Civil, Maria Luceleide foi atingida por 14 golpes de arma branca. Por volta das 19h de sexta-feira, Luiz Henrique discutiu com a vítima após pedir dinheiro e, em seguida, desferiu as facadas. Informações de familiares à Polícia também indicam que a motivação do crime viria de ciúmes.
Luiz Henrique foi preso em flagrante pela Polícia Civil após buscas na região. Ele foi autuado pelos crimes de feminicídio e tentativa de feminicídio, pois também desferiu golpes contra a neta de Maria Luceleide, quando a adolescente tentava defender a avó.
“O autor é conhecido da polícia, já respondeu por vários furtos, roubos e também por tentativa de homicídio. Há histórico dele de informações que ele teria praticado um crime em Rondônia e ele não tem documento de identificação. De acordo com relatos dos familiares, ele estaria com ciúmes da vítima e também era usuário de drogas, consumia diariamente”, informou o delegado de Polícia Civil plantonista do caso, Marcílio Laurentino.
Com mais esse caso, o Acre contabiliza 11 feminicídios em 2025, ultrapassando os últimos três anos, como indica o Relatório de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, elaborado todos os meses pela Polícia Civil do Acre.

De acordo com o delegado plantonista, Maria Luceleide já teve medida protetiva contra o suspeito, mas teria retirado e voltado ao convívio de Luiz Henrique.
“Muitas mulheres que são vítimas de violência doméstica solicitam a retirada da medida protetiva a acabam dando uma segunda chance. Então essa segunda chance pode ser fatal”, diz o delegado Marcílio Laurentino.
A informação do delegado aponta que Maria Luceleide era vítima de violência doméstica, o que mostra que, muitas vezes, o feminicídio é o resultado de muitas violências que a vítima vinha sofrendo, ele não acontece de uma hora para outra. É importante ressaltar ainda que a violência não é apenas física, mas também pode ser psicológica, patrimonial, moral e sexual. Todos os ciclos podem levar ao feminicídio.
Canais de ajuda
Para combater a violência de gênero, é essencial que mulheres tenham acesso a redes de apoio e proteção. O acolhimento da vítima é essencial para romper o ciclo de violência e desvincular-se do agressor. É fundamental contar com uma rede de suporte, que pode incluir familiares e amigos, além de serviços especializados que oferecem assistência jurídica e psicológica.
- As vítimas podem procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) pelo telefone (68) 3221-4799 ou a delegacia mais próxima.
- Também podem entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher, pelo Disque 180, ou com a Polícia Militar do Acre (PM-AC), pelo 190.
- Outras opções incluem o Centro de Atendimento à Vítima (CAV), no telefone (68) 99993-4701, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), pelo número (68) 99605-0657, e a Casa Rosa Mulher, no (68) 3221-0826.
Violência contra a mulher: saiba onde pedir ajuda ou buscar orientação no Acre
Informações adicionais: Glédisson Albano



