Dos 20 mandados de prisão, PF cumpriu 14
Durante a operação Iaco deflagrada na manhã dessa quinta-feira pela Polícia Federal, 14 pessoas foram presas acusadas de fazer parte de uma quadrilha de tráfico de drogas. A PF conseguiu prender 13 pessoas, que não tiveram os nomes revelados nos municípios de Rio Branco, Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia.
A décima quarta pessoa foi presa em Maringá, no estado do Paraná, e é acusada de ser o chefe da quadrilha que mantinha o quartel general em Rio Branco.
Segundo o delegado Fábio de Paula, do Núcleo de Repressão ao Entorpecente, há um ano o bando vinha sendo monitorado. O grupo comprava a droga na área de fronteira com o Peru, na cidade Brasileira de Assis Brasil e levava até os estados das regiões Sul e Sudeste do país.
Em Brasileia, foi preso um peruano, que não teve o nome divulgado, acusado de ser o fornecedor do entorpecente. Com ele, os agentes encontraram US$ 6,2 mil, quase R$ 20 mil.
Em Assis Brasil, a polícia prendeu pequenos produtores rurais, mateiros e ribeirinhos que eram contratados pela quadrilha para passar a droga pela floresta até chegar ao Rio Iaco, conhecido por abastecer a cidade de Sena Madureira. Dos barcos, a droga era levada até veículos que ficavam na BR-364 para transportar o produto até Rio Branco.
Em Rio Branco, a PF fez prisões em diversos bairros. Na Capital, ficava o que a polícia considera o segundo escalão na hierarquia do grupo criminoso. Três revólveres foram apreendidos com homens que eram considerados os seguranças do bando quando era feito o transporte do entorpecente. Também foram apreendidos cinco carros e uma moto.
“A investigação não acabou. Faltam cumprir 6 mandados de prisões e fazer o levantamento dos bens dos membros da quadrilha, principalmente, o líder do grupo. Tirando esse poder econômico fica difícil para a organização criminosa voltar a traficar”, disse Fábio de Paula.
Todo o planejamento para a execução dos trabalhos foi acertado previamente entre Infraero, empresas aéreas, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA).


