Manifestações públicas só semana que vem
No Acre, cerca de 700 professores entram em greve nesta sexta-feira (29). A categoria decidiu no início da semana pela paralisação por tempo indeterminado, justificando que o Governo Federal tem protelado respostas à pauta de reivindicações.
A agitação característica das greves dos professores com passeatas e manifestações públicas só devem acontecer na semana que vem. Nesta sexta-feira (29) à tarde, os docentes promovem a primeira assembleia de instalação do comando de greve. Em seguida, eles se encontram com o reitor da universidade.
Segundo o vice-presidente da Associação dos Docentes (Adufac), João Lima, as propostas da categoria estão protocoladas há mais de dois anos e o governo não reconhece se quer o acordo estabelecido em 2014.
“Chegamos a avançar um pouco em abril de 2014 quando o governo reconheceu a necessidade de reestruturar a carreira que havia sido aprovada em lei. Mas, hoje, o governo lamentavelmente diz que aquele acordo que ele assinou não tem validade. Portanto, de certo modo, voltamos à estaca zero”, explica o sindicalista.
Os professores pedem melhorias nas condições de trabalho e são contra cortes em pesquisas e bolsas estudantis. Reivindicam valorização da carreira, direitos garantidos para efetivos e aposentados e reposição salarial. “É uma greve por salário, por carreira e em defesa da universidade, em defesa da manutenção dos serviços públicos”, completa Lima.
Nesta quinta feira (28), foi a vez dos técnicos administrativos da Ufac entrarem em greve e nesta sexta (29), os servidores federais em todo país promovem manifestações alusivas ao dia nacional de paralisação contra as terceirizações.


