Fila de caminhões já denuncia problema e prejuízos
Uma longa fila de caminhões se formou na frente da sede da Suframa, na entrada de Rio Branco, na manhã desta segunda-feira. Os caminhoneiros que chegaram neste final de semana foram surpreendidos com a greve dos servidores da superintendência.
Para descarregar, eles precisam regularizar as notas fiscais das mercadorias na Suframa. Muitos motoristas como Maikel Sachitti já começaram a contabilizar os prejuízos pelos dias parados.
Ele veio do Rio de Janeiro e disse que o prejuízo diário chega a R$ 600. “Caminhão parado é prejuízo. Pior ainda é quando nãos se sabe até quando vai ficar essa situação”, indignou-se.
Os servidores da Suframa cruzaram os braços na sexta-feira. A categoria protesta contra uma medida da presidente Dilma Rousseff, que vetou uma emenda à Constituição que reestruturava o plano de cargos, carreira e salário dos trabalhadores da autarquia.
Segundo o vice-presidente do sindicato da categoria, Renato Santos, no ano passado, os servidores da Suframa fizeram greve por 45 dias. Voltaram com a promessa de que o governo faria a reestruturação do PCCS.
“Quando a emenda, aprovada no Congresso Nacional, foi vetada pela presidência os servidores se sentiram traídos. Ela nos traiu. Fizemos um acordo no ano passado e apenas nós cumprimos”, reclamou. Segundo o sindicalista, a greve deve perdurar até que presidência retire o veto à emenda.
E enquanto a queda de braço parece não ter fim o Acre corre o risco de desabastecimento. Os servidores estão repassando 14 senhas diariamente, mas o limite de notas fiscais é de 54.
Caso passe desse volume, já conta como se fosse outra senha. Como tem caminhão que chega até com 100 notas fiscais, em alguns dias a Suframa não vai atender ninguém.


