Prestação de serviço trabalha com conceito de inclusão
Maria Marques perdeu a visão aos 17 anos de idade, durante um acidente de carro. Ela teve que se adaptar à nova vida e inclusive aprende a ler através do tato. Nesta terça-feira (19) a dona de casa participou do lançamento do cardápio em braile, promovido por um restaurante da capital em parceria com a Secretaria de turismo do estado (Setul).
“Estou lendo que tem filé, com mostarda, coberto com legumes. Já estou com fome só de ler”, comentou.
A iniciativa também foi comemorada pela associação dos deficientes visuais, ADEVI, que adaptou o cardápio para leitura em braile. Para a entidade, esta é mais uma forma de inclusão. “Creio que ele dá muita independência para um cliente que chega para fazer seu pedido sem ter que pedir ajuda a outras pessoas”, comentou o coordenador da associação, Elimar do Nascimento.
O dono do espaço também é presidente da Associação de bares e restaurantes do Acre. Entendendo a importância social, investiu na ideia de traduzir todas as opções de pratos, como forma de incentivar outros estabelecimentos a fazer o mesmo. “Eu acredito que tem tudo para outros restaurantes também aderirem a esse programa”, opinou.
Na parceria, a secretaria de turismo imprimiu e encadernou o material, seguindo a proposta de apoiar projetos que visem à acessibilidade urbana e a adaptação de atividades turísticas.
“Não tem nenhum custo para o empresário, basta procurar a Setul que vamos confeccionar o cardápio dele. Ele tem que querer fazer a diferença”, disse a Secretária da Setul, Rachel Moreira.
Outro projeto do programa de acessibilidade urbana e adaptação de atividades turísticas, promovido pelo estado foi a “trilha sensitiva”. Ela foi instalada no parque Chico Mendes no final do ano passado e os trajetos foram adaptados com cordas de proteção, instruções em braile e pavimento tátil, como forma de incentivo ao ecoturismo também aos deficientes visuais.


