Nenhuma medida prática foi anunciada
Os representantes das embaixadas da República Dominicana e dos Estados Unidos conheceram os espaços do abrigo, participaram de reunião, mas não apresentaram detalhes dos objetivos da visita. Eles não conversaram com a imprensa por que não estariam autorizados a falar.
A equipe não presenciou o caos maior, por que o número de imigrantes no abrigo reduziu mais da metade. O espaço já acolheu cerca de 1000 haitianos, dominicanos e senegalezes, que usam desde 2010 o Acre, como porta de entrada ao Brasil. Hoje, estão sob os cuidados do Estado, 350 pessoas.
Segundo o ouvidor da Secretaria de direitos humanos, Antônio Torres, nenhuma medida concreta foi anunciada pelos representantes das embaixadas dos Estados Unidos e República Dominicana.
“Uma vez que estão aqui representantes de embaixadas que fazem parte da ONU e que estão de certa forma ligados com a situação dos imigrantes, alguma providência pode e deve ser tomada. A gente espera que seja fortalecida a rota legal”, disse.
De acordo com o coordenador do abrigo pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Antônio Crispim, uma das preocupações manifestadas durante a visita foi a situação de saúde dos imigrantes.
A embaixada da República Dominicana fez questionamentos a respeito dos cidadãos do país, que hoje representam pouco mais de 1% do público atendido no abrigo. “O interesse é por saber como chegam os dominicanos e o atendimento que é feito aqui”, explicou Crispim.
A primeira visita das embaixadas acontece cinco anos após o início do fluxo migratório. É também o momento em que o Estado se prepara para entregar ao governo federal a responsabilidade pelo abrigo.


