Professores da Ufac vão avaliar adesão
Os professores das Instituições Federais de Ensino irão deflagrar greve a partir de quinta-feira (28). A decisão foi tomada neste sábado (16), durante reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), em Brasília (DF), com base nas deliberações das assembleias gerais realizadas por todo o país nas seções sindicais do Sindicato Nacional.
A deflagração da greve nacional dos docentes das Ifes foi aprovada pela ampla maioria das 43 seções sindicais do ANDES-SN nas IFE presentes na reunião, da qual participaram 61 professores, representantes das seções sindicais.
De acordo com o vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), professor João Lima, mesmo a decisão sendo nacional, ainda será preciso outra assembleia na Ufac para que os professores do estado decidam se vão aderir à greve ou não.
“A greve é nacional mas quem decide de fato são as assembleias locais. É importante explicar que a greve é nacional de uma categoria, não greve contra a gestão local, embora nada impeça que durante uma greve nós possamos discutir pautas locais”, pontuou Lima.
Ainda de acordo com João Lima, a assembleia de decisão deve acontecer na próxima semana, provavelmente na segunda-feira (25), e que a tendência, é que os professores da Ufac acompanhem a decisão nacional.
Na semana passada foi votado o indicativo de greve na Ufac com 85 dos votos a favor, 2 contra e 3 abstenções, o que reforça o pensamento de Lima quanto a adesão à greve.
De acordo com o site do Andes, a greve foi o último recurso encontrado pelos docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos para a educação pública, e dar respostas ao total descaso do Executivo frente à profunda precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições Públicas Federais, muitas das quais já estão impossibilitadas de funcionar por falta de técnicos, docentes e estrutura adequada.
Outro ponto apontado para a deliberação da greve foi à recusa por parte do Ministério da Educação (MEC) em dar retorno à pauta apresentada pela categoria. Em abril de 2014, o governo interrompeu as negociações com ANDES-SN em um momento que parecia haver avanço, após concordância com algumas bases conceituais para reestruturação da carreira docente.
Este ano, ocorreu apenas uma reunião com a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mas não houve nenhuma resposta à pauta de reivindicações dos docentes.


