Grupo foi selecionado entre 166 detentas
O programa Saúde Itinerante realizou mutirão dentro do presídio feminino da Capital. Cerca de 70 mulheres foram atendidas com consultas médicas e exames.
Os atendimentos aconteceram na unidade de saúde instalada dentro do complexo penitenciário Francisco de Oliveira Conde. Das 166 detentas reclusas no presídio feminino, 70 foram selecionadas para receber os serviços de saúde. Foram ofertados os exames PCCU (Preventivo câncer colo do útero) e ultrassonografia e ainda consulta ginecológica além de atendimentos do serviço social.
Segundo a enfermeira do programa, Rose Ruiz, foram selecionadas as presas que já tinham pedidos médicos para exames e aquelas que precisavam de consulta. “O objetivo é principalmente a inclusão social e atender no local onde estão as populações vulneráveis”, explica.
Segundo a direção de saúde do complexo penitenciário dois clínicos atendem semanalmente às presas. As doenças mais recorrentes são as sexualmente transmissíveis, mas também são comuns doenças psicológicas, provocadas pelo cotidiano carcerário.
Carolina Barbosa tem 29 anos e foi presa três vezes pelo mesmo crime: tráfico de drogas. Desta vez, ela foi sentenciada a 10 anos de prisão, mas com a progressão da pena pode sair a qualquer momento. No tempo em que ficou no presídio acompanhou muitas companheiras de cela sofrendo com falta de atendimento médico.
Segundo Carolina, agora parece que as coisas estão melhorando. “O presídio feminino está sendo mais assistido, coisa que era muito difícil. Nós éramos abandonadas”, relata.
Segundo a coordenação do programa, o exame de ultrassom sai na hora e após o mutirão, os exames do PCCU são encaminhados ao Centro de oncologia do estado que devolve os resultados ao próprio centro de saúde da unidade prisional. Os atendimentos do programa podem voltar ao presídio ainda este ano, caso haja nova solicitação.


