Ladrões entraram pelo telhado e arrombaram o forro
Mais uma casa foi arrombada na Capital. O morador do bairro São Francisco ficou indignado com a ousadia dos ladrões que entraram pelo telhado e conseguiram sair sem que ninguém notasse, com uma tevê de 60 polegadas.
O técnico em informática está perplexo diante de tanta insegurança. A casa dele foi arrombada na noite desta quinta-feira (14) e os bandidos levaram os objetos mais valiosos que a família tinha. “Tô indignado! Levaram coisas que eu ainda nem paguei. Entraram numa casa totalmente segura, cheia de grades”, relata.
Os criminosos entraram pelo forro do banheiro e aproveitaram o momento em que o trabalhador estudava, para fazer “limpa” na residência. “Eu cheguei por volta das 22:40, encontrei o portão aberto e estranhei. O cachorro estava amarrado, e quando abri a porta encontrei a casa desse jeito”, explica.
Foram furtados notebook, relógios, celulares, roupas e até uma tevê de 60 polegadas. Para sair, os bandidos arrebentaram o cadeado do portão da frente. Nas redondezas, ninguém viu nada, apesar da casa ficar em frente a uma escola, que funciona a noite.
Este é mais um caso que entra para as estatísticas de furtos da Capital. Segundo a polícia civil, de janeiro até esta primeira quinzena de maio foram registrados quase 1000 furtos em Rio Branco. No mesmo período do ano passado, foram 1700 furtos.
Apesar da provável redução, já que faltam 45 dias para concluir o balanço do período, o diretor jurídico da Polícia Civil, Robert Alencar, explica que existem duas ações que visam reprimir o crime e solucionar os casos.
“Temos o trabalho de monitoramento e acompanhamento das quadrilhas e sua identificação e também o trabalho de repressão especificamente: cada casa, cada crime”, disse.
Além das rondas policias que ajudam a inibir o crime contra o patrimônio, existe a prevenção particular, como sugere o diretor. “Boa parte da população não tem condição de colocar câmera, cerca elétrica, objetos que diminuam ou dificultem o acesso dos criminosos às residências. Mas nós temos outros meios como animais de guarda, vizinhos que podem se ajudar quando observam veículos circulando na região, anotar placa, tirar foto”, explica Alencar.
Cada vez mais, o cidadão precisa se equipar de proteções. Os criminosos estão mais ousados do que nunca e contam com as falhas na segurança seja pública ou privada para afrontar a população, invadindo e deixando o rastro de violação.


