Diminuição de doações e superlotação geram crise
O Educandário Santa Margarida está precisando de doações de fraldas, leite, massa de mingau e materiais de higiene. Segundo a direção da instituição que abriga menores abandonados e em situação de risco, as doações diminuíram pela metade e a unidade está com superlotação.
O Educandário Santa Margarida se mantém através de convênios com o poder público e também de doações da sociedade civil. O Estado é responsável por manter o pagamento dos 22 funcionários da instituição e a prefeitura ajuda com R$ 7,5 mil, a custear despesas com combustível, fraldas e outros materiais.
Segundo a diretora da unidade, Rita Batista, uma ajuda importante começou a faltar desde o início do ano. Os doadores da sociedade civil reduziram pela metade e a mão solidária está fazendo falta à manutenção do lar dos menores acolhidos sob medida de proteção.
A preocupação é maior no momento porque o Educandário está com superlotação. “A orientação das normas técnicas de acolhimento é trabalhar com 20 crianças e estamos com 37. Além da nossa capacidade em termo de cuidadores, funcionários e de materiais”, explica.
A direção do Educandário Santa Margarida acredita que a queda nas doações aconteceu por que muitos voluntários da instituição reverteram a ajuda aos desabrigados pela cheia do rio Acre. A expectativa agora é que esses doadores atendam o apelo e voltem a colaborar.
Os produtos mais necessários nesse momento são voltados à alimentação, higiene pessoal das crianças e limpeza do prédio. “A gente gostaria que as pessoas olhassem com mais carinho para o Educandário e que estivessem doando: leite, massa, fraldas, materiais de limpeza do prédio e de higiene pessoal, que são muito bem vindos”, explica.
Quem puder ajudar pode levar a contribuição diretamente ao Educandário, que fica na rua Rio Grande do Sul, cruzamento com a rua Minas Gerais, no bairro Preventório.


