Não há sequer energia elétrica no local
Desde setembro do ano passado, o prédio do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual está sem energia elétrica. Computadores e impressoras que ajudam a montar os textos em braile, letras em relevo que ajudam na leitura de sinais pelos dedos, estão paradas.
Os servidores passam o dia caminhando pelos corredores à espera da volta da energia. Na sala não conseguem ficar porque estão no escuro: não há refrigeração e nem ventilação. Um curto circuito destruiu equipamentos e parte da fiação. Um problema que aconteceu há 7 meses e que até hoje não foi resolvido pelo Governo do Estado.
Quando chegamos para a reportagem nos deparamos com servidores assistindo à televisão no corredor. O aparelho só estava funcionando porque os funcionários conseguiram uma tomada emprestada no posto de saúde que fica ao lado.
O centro é o responsável por abastecer as escolas com material pedagógico em que os cegos e pessoas com menor deficiência visual estudam.
Segundo o coordenador do centro, Luiz Braz, os serviços só não pararam porque estão recebendo ajuda de entidades e da Universidade Federal do Acre que está fazendo a impressão do material em braile. “Graças a essa ajuda nossas atividades não pararam e estamos levando o material para nossos estudantes” completou.
De acordo com Luiz Braz, a demora da energia não ficou bem explicada até hoje. “Todos os equipamentos e fios foram trocados. Falta apenas colocar um painel. Não sei porque até agora não vieram”, explicou.
A sede tem outro problema grave: são tantas goteiras nas salas que muitos materiais e equipamentos foram colocados no corredor. Existe a promessa de que o prédio vai passar por uma grande reforma.






