Aumento foi de 4,6% em relação ao bimestre de 2014
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios soltou os dados sobre adesões no primeiro bimestre do ano. Até fevereiro, em todo país, houve acréscimo de 6,26 milhões de participantes ativos.
Isso equivale a uma média diária de 10,3 mil adesões registradas em janeiro e fevereiro deste ano. Comparado ao mesmo período do ano passado (registrado em 9,85 mil adesões por dia), o aumento foi de 4,6%.
Vale ressaltar que esses dados não se referem exclusivamente a carros e motos, mas a bens e serviços. É um recordo histórico da modalidade de acesso a bens, contabiliza a associação.
“Prudência” e “avaliação” são palavras recorrentes entre os grandes analistas de economia quando se fala em comprometimento de renda. “O crescimento de consorciados ativos demonstra que o brasileiro segue ponderando a necessidade imediata ou não da aquisição de bens ou serviços”, observa o presidente da Associação das Administradoras de Consórcios, Paulo Roberto Rossi.
E o presidente continua a análise: “O consórcio propicia ao consumidor, diante do orçamento doméstico cada vez mais apertado, exercer planejamento financeiro indispensável, especialmente quando a inflação corrói seu poder de compra. Portanto, o momento é de avaliar com cautela as opções de futuros comprometimentos financeiros e não arcar com as atuais altas taxas de juros praticadas no mercado”.
A declaração foi feita em material divulgado pela própria associação, mas representa com alguma fidelidade o que se passa nos cálculos de muitos brasileiros na hora de fechar o orçamento do mês.
É o que aconteceu com a cinegrafista Lygia Gomes. Ela optou pelo consórcio como forma de pagamento para adquirir um veículo. “É melhor para pagar. As parcelas são mais baixas, além da possibilidade de poder dar um lance. Quando fui à concessionária, eu pensava em financiar, mas achei o valor muito alto. O consórcio foi o que encaixou melhor no meu orçamento”, calculou.
Com a restrição ao consumo e ao crédito e os juros altos, o consórcio tem sido uma alternativa cada vez mais comum a quem não precisa do bem de forma imediata, mas deseja aplicar o dinheiro em algum bem. Confira os números:
Créditos disponibilizados:
R$ 6,70 bilhões, 13% mais que os R$ 5,93 bilhões dos mesmos meses de 2014.
Novo Recorde Histórico – 6,26 milhões de participantes ativos em fevereiro de 2015
Participantes ativos (consorciados em grupos em andamento)
– 6,26 milhões (fevereiro/2015)
– 5,79 milhões (fevereiro/2014)
Crescimento: 7,6%
Participantes quitados (consorciados em grupos em andamento)
– 1,32 milhão (dezembro/2014)
– 1,26 milhão (dezembro/2013)
Crescimento: 4,8%
Total de Participantes (consorciados em grupos em andamento)
– 7,58 milhões (fevereiro/2015)
– 7,05 MILHÕES (FEVEREIRO/2014)
Crescimento: 7,5%
Vendas de Novas Cotas (Novos Consorciados)
– 387,0 mil (janeiro-fevereiro/2015)
– 412,8 mil (janeiro-fevereiro/2014)
Retração: 6,2%
Volume de Créditos Comercializados
– R$ 13,46 bilhões (janeiro-fevereiro/2015)
– R$ 13,36 bilhões (janeiro-fevereiro/2014)
Estável
Contemplações (consorciados que tiveram a oportunidade de comprar bens)
– 230,7 mil (janeiro-fevereiro/2015)
– 226,9 mil (janeiro-fevereiro/2014)
Crescimento: 1,7%
Volume de Créditos Disponibilizados
– R$ 6,70 bilhões (janeiro-fevereiro/2015)
– R$ 5,93 bilhões (janeiro-fevereiro/2014)
Crescimento: 13%
Patrimônio Líquido Ajustado* (De acordo com o Banco Central)
– R$ 5,8 bilhões (junho/2014)
– R$ 6,3 bilhões (junho/2013)
Restração: 7,9%
Ativos Administrados* (De acordo com o Banco Central)
– R$ 150,6 bilhões (junho/2014)
– R$ 130,8 bilhões (junho/2013)
Crescimento: 15,1%
Tributos e Contribuições Pagos
– R$ 874 milhões (janeiro-junho/2014)
– R$ 733 milhões (janeiro-junho/2013)
Crescimento: 19,2%


