Diretor de Polícia Civil pondera situação
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol), Itamir Neves de Lima, fez várias denúncias à equipe de reportagem do Gazeta Alerta durante entrevista na noite desta segunda-feira (30).
De acordo com Itamir as reclamações em relação às delegacias e superlotação já são recorrentes. “Sabemos que este não é um problema da Polícia Civil, mas uma decisão judicial nos colocou nesta situação. As celas da Defla assim como as celas nas 3ª e 5ª Regionais, não há condições de estrutura para receber os presos e ficar por tanto tempo”, explicou.
O presidente do Sinpol disse ainda que das 5 celas da Delegacia de Flagrantes, apenas duas estão funcionando, e até ontem apenas uma cela acomodava cerca de 30 presos, sendo que a capacidade é de apenas 6 por cela.
“Se há condições subumanas nos presídios, nas delegacias sofrem aqueles que estão detidos, os profissionais e até mesmo a população. Em caso de uma insurreição, motim, que coloque os presos em combate com os policiais, às pessoas que estiverem no local correm risco”, disse.
Para Itamir, o Acre antes da decisão judicial em que presos devem ficar provisoriamente nas delegacias devido à superlotação dos presídios, era um estado de referência, agora a referência é negativa.
“O problema não foi resolvido, apenas está sendo transferido. Os policiais não têm capacitação pra isso, os presos não têm as três refeições adequadas, nem assistência jurídica, não têm assistência de nada”, afirmou.
O diretor da Polícia Civil, Nilton Boscaro, justificou a transferência dos presos durante final de semana devido a uma reforma na Delegacia de Flagrantes e afirmou que o número de presos nas delegacias ainda é “controlável”.
Em função do grande número de presos que transitam pelas delegacias, o diretor pondera. “Infelizmente, a dignidade desses presos nessas delegacias está sendo muito mais atingida do que no próprio presídio”.


