Purus está em lenta vazão na confluência com Rio Acre
Apesar da localização estratégica, bem no encontro dos rios Acre e Purus, isso potencializa as enchentes no município e é o que tem ocorrido com mais frequência nos últimos anos. Casas, comércios e prédios públicos estão alagados. Por causa da cheia, o início das aulas está suspenso.
A rotina da maioria dos moradores não é mais a mesma há vários dias. Nas ruas, veículos deram espaço a embarcações. E crianças aproveitam a subida das águas para se divertir. Uma brincadeira ingênua e perigosa. Um menino desapareceu enquanto tomava banho.
Esta já é considerada a quarta maior enchente de Boca do Acre. Sete dos oito bairros estão inundados e mais de 20 mil pessoas foram afetadas. A cidade amazonense já decretou situação de calamidade pública.
“Fizemos isso para ter condições de atender melhor a população neste momento que estamos passando”, declarou o coordenador da Defesa Civil de Boca do Acre, Jony Noronha.
73 famílias estão no abrigo montado no parque de exposições da cidade. Dona Maria do Socorro já perdeu as contas de quantas vezes foi expulsa de casa por causa da enchente. “Essa vida é muito difícil. Todo ano tenho que sair da minha casinha”, afirma.
Regis Cunha é gerente de um supermercado. A água já invadiu o prédio. E no improviso, o local ainda continua com as portas abertas. O problema no local é outro: as vendas caíram pela metade. “E os boletos vencem no fim do mês”, enfatiza.
Nos últimos dias, o rio apresentou sinais de vazante. Mas uma nova subida não está descartada. O que aumenta ainda mais a angústia de quem não vê a hora de voltar pra casa.





