Poder público tem presença mínima na região
O Acre possui a maior concentração mundial de povos que jamais tiveram contato com a civilização. O cacique da aldeia Extrema, em Assis Brasil, relata como foi encontrar com um grupo de ‘índios brabos’.
“Estava andando pelo caminho e, de repente, a indiarada nos cercou e foi flechada para todo lado”, relatou Otávio Manchineri. A estimativa é que pelos menos 200 indígenas circulem entre os territórios brasileiro e peruano.
A confirmação é da Funai, a Fundação Nacional do Índio. Além de ser uma área de fronteira com o Peru, a região é rica em recursos naturais e também de difícil acesso. E isso tem atraído a presença de madeireiros e narcotraficantes.
“Essa é uma região estratégica para esse escoamento ilegal. Temos aqui a maior concentração de mogno do mundo e também a região com a maior concentração de povos indígenas isolados do planeta”, disse o coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Envira.
Além disso, sobra espaço e falta fiscalização. No Acre, três servidores da Funai são responsáveis por monitorar mais de meio milhão de hectares. “Não temos insumos e nem estrutura adequados. A gente tem atribuição, está tudo lindo no papel, mas na prática ninguém nos fala como fazer”, comenta. Uma clara ameaça ao futuro das próximas gerações.
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