Nas fronteiras, dezenas ficam sem abrigo
Em Assis Brasil, município do Acre que faz fronteira com o Peru, centenas de imigrantes têm chegado nos últimos dias. Nem mesmo a maior cheia do Rio Acre, que deixou muitos desabrigados em vários municípios, não inibiu a chegada deles.
De acordo com site O Alto Acre, moradores flagraram e denunciaram que muitos barqueiros no período de cheia deixaram de ajudar os próprios moradores do município para lucrar com a cobrança do transporte dos imigrantes, muitos chegando a cobrar valores absurdos pela travessia.
Após normalizar a situação do rio, imigrantes foram se acumulando em municípios da fronteira, principalmente pela falta de dinheiro para continuar a viagem. Próximo à sede da Polícia Federal em Epitaciolândia, dezenas deles aguardam dar entrada no serviço de imigração.
Durante a semana, a chegada reduz para grupos de até 20 imigrantes, a maioria é do Haiti ou do Senegal. O problema fica para o final de semana, quando a delegacia da Polícia Federal fecha os trabalhos de imigração no final do expediente de sexta-feira, daí, tem de esperar por dois dias pelo menos.
Com pouco dinheiro, muitos ficam sem poder tomar banho ou ter uma refeição digna. Alguns optam em continuar a viagem a pé até Rio Branco, capital do Acre, distante cerca de 240 Km de Epitaciolândia. Para outros, até o gesto de pedir dinheiro, se tornou uma prática comum pelas ruas.


