Retorno das aulas exige acolhimento em outros abrigos
Famílias abrigadas na escola Lourival Sombra (que fica no conjunto Tangará), chamaram a equipe da TV Gazeta e Agazeta.net para reclamar de que serão retiradas da escola. O problema é que essas famílias não têm aonde ir.
Segundo a dona de casa Sônia Maria da Silva, ela, o marido e filha moravam no bairro Boa União numa casa alugada, mas devido a um problema de saúde do esposo, ele foi demitido e agora a família não tem aonde ir e nem mesmo como pagar aluguel. “Não tô exigindo nada, não tô exigindo casa, só quero uma solução. Daqui não temos para onde ir, já não temos como pagar aluguel”, relata.
Já Maria José Batista, também dona de casa, disse que a moradia foi totalmente destruída com a alagação. “Não tenho mais casa, não tenho para onde ir, meu filho está doente, internado e não tenho como resolver tudo”, lamentou.
Maria Severa de Almeida está desempregada e conta que também não tem aonde ir após sair do abrigo. Ela morava no bairro Ayrton Senna, mas como saiu do apartamento a dona do imóvel alugou o apartamento para outra pessoa. “Moro há 4 anos de aluguel, mas agora não tenho como voltar mais pra lá. Estou preocupada porque disseram que iam tirar todos nós daqui”, informou.
Sobre a situação das 96 famílias (306 pessoas) que estão na escola, a coordenadora do abrigo Silzete Lima, esclareceu que o retorno dos desabrigados às casas só é feito assim que a Defesa Civil liberar.
Para que isso aconteça, a casa tem que estar totalmente livre da alagação, além da família ter que receber um kit de alimentos e um de limpeza. “Sabemos que gera uma expectativa uma tensão, mas essas famílias só podem sair com a liberação da Defesa Civil. Aquelas que perderam suas casas e não têm para onde ir serão levadas para outro abrigo ”, pontuou.
Os abrigos improvisados em escolas estaduais e da prefeitura serão desativados para que o ano letivo comece na data


