Os militares realizarão um ato público para chamar a atenção do governo em relação à defasagem salarial na progressão de carreiras no dia 26 de agosto, . A Associação dos Militares denuncia que a última negociação salarial ocorreu em 2015, resultando em uma perda acumulada de 52% nas remunerações desde então.
Embora o governo de Gladson Cameli tenha prometido ajustes salariais, a associação acredita que somente com pressão conseguirá avanços significativos.
A lei de remuneração dos militares, de 1997, recebeu várias emendas ao longo dos anos, mas essas mudanças não foram suficientes para melhorar as condições salariais dos graduados. Enquanto o salário de um soldado em início de carreira é considerado aceitável, os oficiais enfrentam perdas substanciais conforme avançam na carreira.
“Ao analisarmos a carreira, vemos que oficiais, como capitães, abandonaram a profissão em busca de outras oportunidades devido à defasagem salarial. A situação atual tornou a carreira menos atraente”, afirma a coronel Marileia Moreira, da Associação dos Oficiais da PM.
O presidente da Associação dos Militares, Elton Fonseca, relata que a defasagem salarial tem levado muitos policiais militares graduados a buscar novos concursos públicos ou a deixar a corporação. Desde a última negociação, a corporação perdeu 10% de efetivo devido aos baixos salários e à falta de progressão salarial.
“Os militares estaduais enfrentam a pior progressão salarial tanto no estado quanto nacionalmente. Embora o piso salarial possa parecer competitivo em comparação com outras categorias, o aumento salarial após três anos como soldado e seis anos como cabo é de apenas 90 reais. Além disso, a promoção exige vaga disponível, tempo de serviço e cursos de formação, tornando o avanço na carreira um desafio”, explica Fonseca.
Matéria produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta.


