Municípios sofrem com burocracia
Foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União o pedido de ajuda dos municípios de Epitaciolândia, Tarauacá e Xapuri. A Defesa Civil dessas cidades não tem condições técnicas de atender às exigências da burocracia exigida das instituições em Brasília.
Na prática, isso significava que, mesmo decretando Calamidade Pública ou Situação de Emergência, o Governo Federal não sabia do que estava ocorrendo por aqui. Era como se os municípios estivessem sofrendo sozinhos.
Apenas o município de Rio Branco formalizou todo o processo. E disponibilizou o Tenente Coronel George, coordenador da Defesa Civil da Capital, para orientar os técnicos do interior a preencher corretamente os Formulários de Investigações sobre Desastres, o documento que referenda a ajuda do Governo Federal.
Rio Branco pediu R$ 2,9 milhões de ajuda (inicialmente, havia pedido R$ 1,2 milhão, mas, com o agravamento da situação, teve que reformular o pedido).
Atualmente, o Parque de Exposições está com 732 famílias acolhidas para uma medição do Rio Acre feita às 6 horas da manhã de 16,35 metros.
“Nós trabalhamos com uma estimativa de que esse ano o Rio Acre alcance a marca de, no mínimo, 17 metros”, calcula o prefeito Marcus Alexandre.
Em Xapuri, ontem (quarta-feira), o Rio Acre chegou a medir 18 metros. É essa medição em Xapuri que motiva a estimativa da Prefeitura de Rio Branco de que a Capital tenha 17 metros no pico da alagação.


