Relatos de quem foi desabrigado
O vai e vem de caminhões é constante no parque de exposições de Rio Branco. A todo o momento, famílias desabrigadas pela cheia do Rio Acre chegavam ao maior abrigo público da cidade.
Ana Kelly e a filha foram pegas de surpresa. Em poucas horas, a casa onde elas moram foi invadida pela água. “Subiu muito rápido. Em duas horas, estava tudo alagado”, lembra.
Werison Alves é morador da Seis de Agosto, um dos primeiros bairros alagados pelo rio. Ele foi o primeiro a ocupar o parque de exposições. “Aqui não igual a casa da gente, mas é melhor que ficar na alagação”, disse.
O ajudante de pedreiro mora na Capital há pouco tempo e não sabia que a casa dele foi construída em uma região alagadiça. “O aluguel lá é mais barato. O barato acabou saindo caro”, revela.
No parque, 168 boxes estão prontos e outros 100 devem ser construídos nos próximos dias. O abrigo tem capacidade para receber até duas mil pessoas. Segundo o pesquisador climático Davi Friale, a previsão do tempo é de mais chuva para os próximos dias.
“Muita chuva para a região do Acre, Amazonas e parte do Peru e Bolívia, cujos rios correm para nosso Estado”, finalizou.


