O frenesi que Hidelbrando ainda causa na imprensa
O ex-coronel da Polícia Militar do Acre, Hidelbrando Pascoal, passou mal ontem (sexta-feira, 20). Chegou escoltado por uma guarnição do Bope em uma viatura do Iapen. A falta de transparência em tudo o que se refere ao ex-militar, é responsável por uma série de desinformações.
Ontem, noticiou-se de pressão baixa e princípio de infarto. Na verdade, Hildebrando simplesmente estava com prisão de ventre. Há quatro dias não evacuava. Tomou medicação, fez uma “lavagem” e retornou ao presídio.
De interessante, ficou mesmo a constatação do frenesi que os movimentos do ex-coronel causa na imprensa. Há um certo “nervosismo” em tudo o que se refere a Hildebrando. A prisão não lhe trouxe o ostracismo. Há pontos positivos e negativos no comportamento dos jornalistas.
O positivo é óbvio: ao falar de Hildebrando, automaticamente, se raciocina tudo o que não se quer de volta à rotina do Acre. Portanto, falar do ex-coronel é lembrar de uma negativa: “não queremos mais isso!” Ou : “não queremos mais ‘aquilo'”, referindo-se à milícia Esquadrão e a rotina de morte.
De negativo: a falta de reflexão sobre o que é de interesse público e que deva ser noticiado.
Hildebrando é um símbolo e vai pagar a vida toda por isso. A permanência na prisão sempre retoma o debate a respeito dos aspectos “políticos” envolvidos. O ex-coronel acertou quando afirmou ao jornalista Altino Machado que era um “preso político”.
Não há dúvidas. Tecnicamente, há poucos argumentos jurídicos que justificam a permanência do ex-coronel na prisão. Que riscos a sociedade acriana correria com um símbolo desses solto pelas ruas é um preço que as instituições “republicanas” ainda não estão dispostas a pagar.


