Acesso à água é restrito no Albert Sampaio
Os moradores da parte baixa da vila Albert Sampaio, a 12 quilômetros do centro de Rio Branco, cavaram o próprio poço para conseguir tomar banho e cozinhar os alimentos.
Com menos de um metro, já conseguiram água, só que o liquido é barrento, sujo e com odor forte. Sem saída, as famílias vão ter que consumir a água chamada por eles de “podre”.
Antes esse grupo de moradores podia contar com a água captada de uma fonte que fica na região, mas uma pessoa que se diz proprietária do terreno passou uma cerca.
A água era jogada através de mangueiras para outro poço completamente sujo. No entanto, era uma fonte segura de água. Agora, as famílias não podem contar.
A dona de casa Ana Célia Silva conseguiu encher a caixa d´água, antes de a cerca passar, mas, quando secar não tem onde buscar o liquido para a higiene dos filhos e da casa. “Eu não sei o que fazer, estamos perdidos. A única chance de tomar banho é pedir aos vizinhos da parte alta”, reclamou.
Os moradores fizeram questão de mostrar que a rede de água do Depasa está a menos de 50 metros das casas. O governo e a prefeitura tinham prometido levar a rede até essas residências, entretanto, ficou apenas na promessa, diz o presidente da associação de moradores, Adalcimar Ferreira. “Eles construíram a rede até próximo e não tiveram a coragem de ligar a essas casas. Agora todos estão passando necessidades”, relatou. Sem água, tem morador abandonado as casas.


