Secretário abriu procedimento administrativo
A secretaria municipal de saúde abriu um procedimento administrativo para investigar se outros funcionários foram coniventes com Renato Vilela, o médico que atuava irregularmente e estava atendendo no posto de saúde do bairro São Francisco.
O responsável pelo setor de lotação dos médicos não foi afastado do cargo, entretanto, foi notificado que deverá cumprir período de férias. Outro que também vai responder ao processo será o diretor do posto que, mesmo notando um médico diferente, não procurou saber quem era.
A prisão em flagrante de Renato Vilela, que exercia ilegalmente a Medicina utilizando a estrutura pública, mostrou como é frágil a segurança para quem procura os serviços de saúde no Estado e no município de Rio Branco. Vilela substituiu o clinico geral Paulo Jesus, que viajou para fazer uma especialização.
Tanto a Polícia Civil quanto a Secretaria de Saúde investigam se o médico Paulo Jesus sabia que Renato, que estudou medicina na Bolívia, usava um registro do CRM falso. Se for apurado algum grau de culpa, Paulo de Jesus pode ser demitido.
O secretário Otoniel Almeida já divulgou portaria determinando que os diretores de Núcleos de Saúde informem diretamente ao gabinete qualquer mudança, troca ou férias de médicos. “Uma equipe técnica do Município vai autorizar qualquer mudança. Não cabe mais aos diretores dos postos aceitarem essas mudanças dos médicos”, informou.
Em quatro meses, quatro médicos que exerciam ilegalmente a Medicina foram presos em Rio Branco atuando nos postos de saúde. No interior do Estado, a situação pode ser bem pior. Como faltam médicos, os prefeitos contratam os recém-formados na Bolívia sem procurar o registro no conselho da categoria e põem em risco quem procura o serviço.


