Falta de infraestrutura fragiliza atração de investimentos
Há exatamente um ano, o Rio Madeira atingiu a BR-364 pela primeira vez. O alagamento ocorreu na região da antiga Vila Mutum Paraná, em Rondônia.
Ao todo, seis pontos da única rodovia de acesso ao Acre com outras regiões do país. Foram 20 quilômetros debaixo d’água. No auge da enchente, apenas 15 caminhões conseguiam chegar ao Estado por dia.
Em alguns pontos, o rio ficou dois metros acima do nível da pista. Balsas precisaram ser utilizadas para o auxílio na travessia. A demora nos trajetos chegava a três horas.
A enchente de 2014 foi a maior dos últimos cem anos. O caminhoneiro Matias Braz enfrentou os trechos alagados durante um mês. Lembranças que ele jamais vai esquecer.
“Motores danificavam, caminhões ficavam parados na água e até um caminhoneiro morreu do coração. Foi muito difícil”, conta.
Atualmente, a situação é outra. Apesar da distância entre a água e a rodovia ser d meio metro, quem percorre a BR-364 se assusta com a imensidão do Madeira. Em alguns locais, o rio já ocupa as duas margens da estrada federal.
Segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a probabilidade de uma nova cheia como a do ano passado é mínima. Porém, não está descartado que a BR volte a ser inundada. “Mas nada que deixe o Acre isolado”, explicou o meteorologista Luiz Alves.
E essa é a esperança de Matias. Há seis anos, ele transporta cimento para Rio Branco. “Se Deus quiser, não vai alagar este ano. Espero que aquilo não aconteça nunca mais”, concluiu.


