Somente em Rio Branco, 64 bairros foram atingidos pelas cheias, sendo 44 do rio Acre e 20 pelas enxurradas dos igarapés, na enchente de 2024. Como forma de prestar assistência às milhares de famílias atingidas, o Governo Federal, por meio da Caixa Econômica, autorizou o saque do FGTS Calamidade.
Para ter acesso ao dinheiro, é preciso ter saldo positivo na conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), comprovar que foi afetado pela enchente e não ter feito nenhuma movimentação no benefício pelos últimos doze meses.
O prazo para o saque do FGTS Calamidade aqui no Acre termina no próximo domingo, 2, mas algumas pessoas alegam que, mesmo tendo direito, não conseguem acesso ao benefício.
“Fui em busca desse FGTS. A Defesa Civil de Rio Branco, por cinco vezes, sempre teve uma desculpa. É um erro no endereço, um erro na data que não está de acordo com o período da enchente. Eu decidi ir à Caixa Econômica e segundo a Caixa, a Prefeitura de Rio Branco não forneceu as informações necessárias”, afirma a servidora pública Dilaina Costa.
A equipe da TV Gazeta levou reclamação até o diretor administrativo em Gestão de Risco e Desastres da Defesa Civil. O tenente-coronel Cláudio Falcão explicou que, em Brasília, nem todas as unidades que foram apontadas pela Defesa Civil foram autorizadas a ter direito ao saque.
Segundo o diretor, nos casos de falhas na documentação, as devidas alterações foram ou, em alguns casos, já estão sendo providenciadas.
“A responsabilidade do pagamento é da Caixa Econômica Federal. A Defesa Civil entra com o auxílio de comprovação de endereço e, também, pelo mapeamento da cidade. O que tem ocorrido? Realmente, teve algumas áreas que não foram reconhecidas pelo Governo Federal, mas estamos corrigindo essas situações”, ressalta Falcão.
O diretor explica, ainda, que, em alguns casos o acesso benefício foi negado porque o imóvel não atende todos critérios exigidos pelo governo federal. Ainda assim, sem exceção, a Defesa Civil reavalia todas as situações para que nenhuma família fique prejudicada.
“Em Rio Branco tem vários locais que a partir de 30 milímetros de chuva vai inundar. Só que duas horas depois, vai sair e não cabe decretação de situação de emergência. Mas quero deixar claro mais uma vez que todas essas situações que deveriam estar e não estão, estamos tomando providências para que elas estejam”, informa o coronel.
Matéria produzida em vídeo pela repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta


