O boletim atualizado da Defesa Civil de Rio Branco para esta sexta-feira (17), aponta que o nível do Rio Acre, às 06h, estava em 2,88 metros, com uma ausência significativa de chuvas nas últimas 24 horas. As cotas de alerta e transbordo, de 13,50 metros e 14,00 metros, respectivamente, reforçam a importância da vigilância e da preparação para lidar com eventuais consequências desse cenário.
É relevante ressaltar que, após uma cheia histórica no início deste ano, o Acre agora enfrenta uma seca severa, o que evidencia a intensidade das oscilações climáticas que têm impactado a região. Com dois anos consecutivos de eventos climáticos extremos, a Defesa Civil orienta a população a manter-se informada e atenta às orientações de segurança.
Por conta desse nível incomum para esta época do ano, a Defesa Civil de Rio Branco divulgou nesta terça-feira (14), um comunicado sobre a situação do Rio Acre, com destaque a baixa vazão que aponta para uma seca severa, em um cenário atípico para a época do ano. O rio, que historicamente teria uma média de 5,63 metros para este período, encontra-se atualmente em 2,88 metros, o que sinaliza um nível preocupante e abaixo do esperado.
“No levantamento rápido feito pela Defesa Civil, nós constatamos que nesta data é a cota mais baixa dos últimos 10 anos. E fazendo um comparativo com a segunda cota mais baixa, que é a de 2022, o Rio estava 12 centímetros acima da cota que está hoje. Mesmo assim, em 2022, nós batemos recorde negativo de 1,25m no nível do Rio Acre, o que nos indica a permanecer nesse cenário, que lá para setembro nós poderemos estar com o Rio Acre medindo abaixo de 1,25m”, diz o diretor de administração em desastres da Defesa Civil de Rio Branco, Cláudio Falcão.
O órgão destaca a importância de monitorar de perto as condições climáticas, especialmente em relação às chuvas em Brasiléia nas últimas 24 horas, que podem influenciar no aumento do nível do rio nas próximas 60 horas.
Diante desse panorama, a Defesa Civil ressalta que o plano de contingência de escassez hídrica está pronto para ser acionado, com objetivo de garantir a segurança e o bem-estar da população diante de possíveis desdobramentos decorrentes da baixa vazão do Rio Acre.
A situação atual é descrita como uma das mais críticas dos últimos anos, com referência ao ano de 2022, quando o rio alcançou uma marca ainda mais baixa, o que evidencia as anomalias climáticas que têm impactado a região.


