Uma análise recente da Federação do comércio do Estado do Acre (Fecomércio) revela uma redução significativa nos preços de alimentos básicos, especialmente carne bovina, no estado do Acre. A pesquisa destaca uma diminuição de 15,10% nos preços da carne, que reflete em uma economia perceptível para os consumidores nos mercados locais.
Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre, destaca a importância dessa queda nos preços e a influência positiva que isso tem no orçamento das famílias. A redução nos valores da carne bovina, assim como de outros gêneros alimentícios, resultou em uma diminuição de aproximadamente 10% no custo total da cesta básica, que agora é encontrada por cerca de R$ 597.
“Agora a carne tem baixado, mas não se esperava que esse montante de desconto, de ajuste de preço fosse tão interessante. Isso impacta no custo da cesta básica, principalmente da carne e nós estamos falando de uma carne de primeira, a gente não está falando de peito, nós estamos falando de um coxão mole. Então isso aí seria ideal para uma família consumir”, explica o assessor.
Além da carne, outros produtos como arroz, banana, batata e tomate também tiveram suas reduções de preços, contribuindo para tornar a alimentação mais acessível para a população. Garó enfatiza que, embora ainda haja um longo caminho a percorrer, essa diminuição nos preços é um bom sinal para as famílias de baixa renda, cujo poder de compra é impactado significativamente pelos custos da cesta básica.
“Já na comparação deste mês com o mês anterior, nós tivemos uma redução de 6% na cesta básica. Vários outros produtos também tiveram uma pequena redução que puderam ser percebidos. É óbvio, esses dados quando são coletados, eles estão dentro de um determinado período do mês. Então, ele não é uma coisa que acontece ao longo do mês inteiro”, comenta.
O assessor ressalta que a redução nos preços pode sofrer oscilações, especialmente devido a fatores externos, como a produção de alimentos importados de outros estados. Ele destaca a importância de monitorar essas variações e a possibilidade de futuros ajustes de preços, principalmente se for considerado eventos como o aumento nos combustíveis, que podem influenciar indiretamente nos custos dos alimentos.
“Nós temos algumas contingências acontecendo no país que podem influenciar o preço de um produto ou outro. No caso da produção de arroz, por exemplo, talvez daqui a algum tempo, queira Deus não o arroz torne de novo a responder com um pouquinho mais de peso por conta da produção que geralmente acontece na região Sul do país.. Tivemos aí recentemente também um pequeno aumento nos combustíveis, então pode impactar também em uma série de outros fatores, principalmente no custo da gasolina, nem tanto do óleo diesel”, conclui.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Marilson Maia para a TV Gazeta


