Fieac reforça discurso do Governo
Com objetivo de capacitar agentes das federações estaduais, entidades e gestores públicos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu nesta segunda-feira (26) em Rio Branco, um workshop sobre mudanças climáticas.
O evento serviu para discutir como são os fenômenos à luz da ciência, seus impactos e a contribuição que a indústria pode dar para diminuir os efeitos naturais, como por exemplo, diminuindo a emissão dos gases de efeito estufa.
O Acre sofreu no ano passado com o isolamento, ocasionado pela cheia do Rio Madeira. Os empresários foram drasticamente afetados e a experiência fez com que muitos ramos neste início de ano se antecipassem a uma nova enchente.
Os impactos em decorrência do efeito natural podem afastar novos investidores, mas para a federação da indústria, a inundação foi atípica e não deve desestimular novos negócios.
“Claro que deve causar alguma dúvida em uma empresa pensar se vai ou não se instalar em um lugar onde pode ficar isolada, mas acho que o Governo do Estado e o Governo Federal estão trabalhando para elevar a estrada, construir a ponte, aí esse risco que as empresas sentem vai diminuir”, disse o presidente em exercício da Fieac, José Luiz Felício.
Segundo o assessor do fórum brasileiro de mudanças climáticas, Neilton Fidelis, a indústria também precisa se capacitar para enfrentar, ou conviver com os fenômenos naturais.
“A indústria tem hoje o Plano Nacional de Mitigação, que é uma tentativa de incorporar determinados setores em uma mesa de discussão para se buscar os melhores caminhos. O Brasil tem seu compromisso com a Conferência do Clima e a indústria tem sido um ator importante”, afirmou.


