Rachaduras por toda a casa são visíveis
Moradores de conjunto habitacional popular reclamam das condições das casas que estão apresentando rachaduras, infiltração, entre outros problemas estruturais. As famílias habitam no local, há menos de um ano.
Jair Coelho é um dos moradores do loteamento Parque do Palheiral, localizado no Bairro Novo Horizonte em Rio Branco. No local, vivem centenas de pessoas, que foram beneficiadas por casas populares, através de programas sociais do governo.
Aparentemente, a população foi estabelecida em um lugar seguro e com boas condições de infraestrutura.
Jair morava com a família no mesmo bairro. Como era área de risco teve que ser retirado. A família foi indenizada e ao invés do dinheiro preferiu uma nova casa. Eles esperaram cinco anos até que a moradia ficasse pronta. Em apenas dois meses, o que parecia um sonho se tornou pesadelo. “A gente corre risco de vida aqui. A noite fica estalando e a gente tem medo dela desabar”, disse o morador.
No dia 17 de fevereiro, completa um ano que a família recebeu a casa. Com apenas três meses morando no local, rachaduras começaram a aparecer. A construtora responsável pela edificação retornou e durante três meses a família ficou em outro imóvel, amparada pelo aluguel social. Cerca de quatro meses depois dos reparos Jair retornou para a residência, mas foi surpreendido pelo mesmo problema.
Segundo o pai de família, a situação é relatada aos responsáveis, mas não é resolvida definitivamente. “Já fui no escritório da habitação. A empresa vem tirar fotos e não resolve nada. Quero que resolvam mostrem a solução”, disse.
No quarto onde fica um bebê de apenas um mês de vida, as rachaduras são piores. Próximo ao ar condicionado a fissura é de aproximadamente 2 centímetros. O piso também está comprometido.
Além dos problemas dentro da casa, a família sofre com as condições do terreno onde a moradia foi edificada. Ele está em desnível, e quando chove, escoa a água para dentro da residência.
Os vizinhos de Jair também reclamam das condições dos imóveis. Francisca por exemplo, alega que recebeu a unidade habitacional inacabada. A encanação do banheiro causa infiltração no quarto e o problema se estende para outras paredes.
Ela também reclama da porta frágil. “Essas casas foram muito mal construídas. Não dá para colocar uma bucha na parede que não aguenta”, relata a mulher. Como trabalha com pequenos serviços de costura, Francisca afirma que não consegue pagar pelos reparos.
Segundo o Secretário de Habitação, Rostênio Souza, todas as casas populares possuem garantia de construção. O período varia de 3 a 5 anos e cobre problemas estruturais como os apresentados na reportagem. Ele afirma que é dever das empresas contratadas pelo governo prestar um serviço de qualidade e que todas as obras são fiscalizadas.
Sobre a situação do morador Jair, o secretário explica que providências serão tomadas. “Já foi informado à equipe técnica e encaminhamos a construtora que vai verificar todos os detalhes e problemas que devem ser corrigidos e de forma definitiva”, garantiu.


