Na última quinta-feira (29), a Praça Hugo Poli, localizada no centro de Brasiléia, foi tomada pela água devido à subida do Rio Acre. Com a baixa das águas no dia seguinte, revelou-se um cenário de devastação, com a sujeira deixada pelo transbordamento. Os moradores da região começaram a remover a lama, que se solidificou, e exigiu o uso de enxadas para sua remoção.

Nas ruas, os moradores depositaram os pertences que não puderam ser salvos a tempo, enquanto a força das águas contribuiu para a destruição de casas, principalmente nas áreas mais próximas às margens do rio. Cerca de 70% da parte urbana de Brasiléia foi afetada.

Muitas residências foram danificadas, algumas à beira do colapso, outras deslocadas de suas bases. Mesmo as construções de alvenaria não resistiram à força das águas.

Além das casas, cercas e muros foram destruídos. Órgãos públicos localizados na parte antiga da cidade também precisarão passar por reformas. Em diversos pontos, o asfalto e os tijolos foram arrancados.

A Prefeitura realiza o levantamento do número de residências destruídas e das que não oferecem mais condições de moradia. Estima-se que mais de 200 moradias tenham sido interditadas, com várias famílias que agora estão desabrigadas. O poder público municipal, neste momento, abriga temporariamente as famílias desalojadas.

Para aqueles que puderem retornar com segurança para as casas, a Prefeitura disponibiliza kits de limpeza. No bairro Leonardo Barbosa, onde a destruição foi mais intensa, os moradores se unem para se ajudar mutuamente. A prefeitura disponibilizou máquinas e caçambas para auxiliar na remoção dos entulhos e sedimentos retirados das residências e prédios públicos.

Matéria em vídeo produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta



