Desafio é buscar equilíbrio no orçamento familiar
Com o aumento de impostos anunciado pelo Governo Federal, muita coisa muda na vida do consumidor acriano. Para a Associação Comercial, será inevitável o aumento dos preços. Para o economista Marcelo Cunha, a avaliação é que o empresariado está na hora de investir.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que incide sobre as operações de crédito, incluindo financiamento imobiliário e empréstimo pessoal subiu de 1,5% para 3%. Outra medida anunciada pelo governo será o reajuste nos tributos sobre os combustíveis.
A proposta de equilibrar a situação econômica do país vai balançar o mercado e principalmente os empresários, que dependem do consumo. “Os empresários do Acre lamentam significativamente esse aumento que veio em uma hora ruim. Quando estamos tentando nos reerguer, buscando soluções”, disse o presidente da Associação comercial do Acre (Acisa), Jurilande Aragão.
Mas para o economista Marcelo Cunha, mesmo que o cenário se apresente incerto e de recessão técnica, este pode ser o melhor momento para o empresariado investir. “Parece contraditório, mas o momento é oportuno para investir. Ainda temos taxas para investimento abaixo da taxa de mercado”, comenta.
O economista explica que o aumento do IOF é para reduzir o consumo e controlar a inflação. Sobre o reajuste nos tributos dos combustíveis ele ressalta que “o reajuste real aos consumidores é inevitável, mas não deve chegar imediatamente”, estima.
No momento em que o governo tenta cobrir as despesas aumentando a arrecadação, o brasileiro fica apreensivo sobre como as mudanças na economia podem afetar seu dia a dia. Para os especialistas no assunto, é preciso planejar bem como trabalhar com o orçamento.
“As pessoas dentro da sua economia doméstica têm que avaliar para definir como vai gastar. Se mais com roupas, educação, alimentação. Vou deixar de comprar a prazo, conter gastos com cartão? Por que é realmente um risco de ter um aumento do custo do crédito”, opina Cunha.
A expectativa do mercado financeiro agora é quanto à taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), que deve subir segundo economistas para 12,25% ao ano, maior nível em três anos e meio.


