Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios revelou a grave situação enfrentada pelo Acre, que registrou um total de 68.709 unidades habitacionais danificadas ou destruídas devido aos fenômenos climáticos, especialmente as cheias dos rios, nos últimos 10 anos. Além disso, mais de 120 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no estado em decorrência de alagações, deslizamentos de terra e enxurradas.
A elevação dos níveis dos rios e igarapés é apontada como uma das principais causas da destruição de residências, tanto as de madeira quanto as de alvenaria, principalmente aquelas localizadas próximas às margens dos corpos d’água, sujeitas à erosão, segundo o coronel Carlos Batista, coordenador da Defesa Civil do Estado.
“Uma subida dos níveis dos rios e dos igarapés causa destruição de residências, tanto de madeira como de alvenaria. Aquelas residências que são próximas às margens dos rios e dos igarapés, devido à erosão, tendem a ser destruídas”, explica Batista.
A análise mais ampla realizada pela Confederação Nacional dos Municípios abrangeu os 5.570 municípios do Brasil, dos quais 5.199 reportaram algum tipo de desastre entre os anos de 2013 e 2022. As ocorrências de enchentes, inundações e deslizamentos de encostas se destacaram como os eventos mais frequentes em áreas urbanas, afetando mais de 78% dos municípios do país.
Ele afirma que, apesar dos dados alarmantes, a Defesa Civil no Acre ainda não dispõe do número total de habitações destruídas durante o atual período de enchentes. A coleta dessas informações está em andamento pelas coordenadorias municipais de defesa civil, visando uma resposta eficaz para as famílias desabrigadas.
“Esse número está sendo levantado ainda pelas coordenadorias municipais de defesa civis para a devida tomada de providência em relação a essas famílias que perderam as suas casas. Mas a gente levantou várias informações, principalmente no Jordão, ali em Brasléia, aqui em Rio Branco em relação às enxurradas. E depois de todo esse levantamento, serão tomadas as providências”, esclarece.
O coronel ressaltou a importância de medidas emergenciais para garantir a segurança das pessoas afetadas, como o oferecimento de aluguel social e a realocação para áreas mais seguras, para evitar o retorno às regiões de risco. A atuação conjunta dos órgãos municipais e estaduais é fundamental para lidar com as consequências desses desastres e garantir a segurança da população.
“O poder público vai tomar as providências e colocar em aluguel social, até que se resolva essa questão de reconstruir a residência ou colocar em outro local mais seguro. Mas isso são medidas que são tomadas tanto pelos órgãos municipais, como pelos órgãos responsáveis por habitação, para colocar essa pessoa em áreas mais seguras do que elas estavam antes”, conclui o coronel.
Matéria em vídeo produzida pela repórter Wanessa Lima para a TV Gazeta


