Cálculo do sindicato se refere à Capital
Nos últimos meses, o mercado da construção civil desaqueceu. Mais uma vez, devido à influência climática. As chuvas impedem as obras de terem sequência normal. A pausa traz como consequência desemprego. O Sindicatos dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil calcula em 4 mil desempregados só em Rio Branco, embora homologadas, de fato, sejam 1,8 mil demissões.
O desemprego no setor começa tradicionalmente em novembro, tendo seu pico no mês de janeiro. Outro fator que agrava a situação da categoria são as novas regras do Seguro Desemprego. “Com a mudança de 6 para 18 meses mínimos para o Seguro prejudicou muito a categoria. A maioria dos operários ficou sem amparo. Vão passar fome”, prevê o presidente do Sticcea, José Aldemar Assis.
Nas obras do bairro Cidade do Povo, o principal empreendimento que emprega a mão de obra da construção civil em Rio Branco, cerca de 80% do pessoal foi demitido. Nesta semana, mais de 300 trabalhadores devem ser mandados embora.
Para o representante da categoria, o desemprego não é causado por falta de obras, porque é possível trabalhar em edificações verticais. Ele admite a influência da crise econômica que o estado passa, mas credita o mal momento, à falta de iniciativa da indústria da construção civil. “Tem trabalho, tem gente e não se sabe por que tanto desemprego”, questiona Assis.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) não tem estimativa do número de obras paradas na Capital, mas acredita que em abril a maioria retome as atividades. Por enquanto, só é possível trabalhar com edificações, acabamento e instalações hidráulicas.
O representante do Sinduscon, Carlos Afonso, explica que o solo do Acre, sem pedra, dificulta a continuidade das ações. Uma das consequências inevitáveis é o desemprego. “Todos os empresários têm planejamento. As obras de infraestrutura não têm que parar mesmo. Então, trabalhamos com edificações com efetivo menor para não parar completamente”, explica Afonso.


